Muitos buscam o sucesso. Mas o que significa sucesso profissional? É fazer o que gosta? É ganhar bem em relaçao ao piso salarial de sua categoria? É ser famoso no ramo em que atua? É ter um negócio próspero de mais de 15 anos? Talvez nenhuma destas ou, quem sabe, todas juntas…
O fato é que é tão difícil saber o que vai ser útil para ser bem sucedido quanto pegar ônibus vazio em horário de rush em uma cidade movimentada como o Rio de Janeiro. O que fazer então para ser um profissional que se enquadra no mercado? Um dos que, com certeza, seria contratado por alguém em uma área de interesse para ambos: contratador e contratado?
Eu diria que importante é fazer muito bem aquilo no qual se está envolvido. Neste momento você deve estar pensando: Claro… fazer qualquer coisa bem leva você a ser contratado. É bem verdade, mas muito importante mesmo é fazer algo que se ama realmente, algo que você faria de graça se te pedissem. Estudando a história de profissionais bem sucedidos vemos que muitos trabalham hoje com o que consideravam um “hobby” no passado. Porque será que isto ocorre?
Bom, em primeiro lugar, porque tudo o que se faz com prazer é recompensador e motivante. Sentir-se útil e motivado é uma necessidade e uma característica inerente do ser-humano.
Em segundo lugar, fazemos o que amamos com tanto empenho que nos tornamos especialistas, tanto na forma quanto é concebido quanto na maneira como é visto, projetado e reanalisado. O tempo neste caso nunca é problema, nada é mais importante do que fazer bem feito algo do qual se tem orgulho em fazer.
Há dois exemplos pessoais que quero compartilhar:
Voluntariado
Em 2006 eu comecei a dar aulas de física em um projeto voluntário em Jacarepaguá. Foi minha primeira experiência como professor de sala de aula – antes já tinha dado aulas particulares – e, nesta época, eu não fazia ideia de como faria pra criar materiais didáticos, tais como apostilas e listas de exercícios usando um computador.
Pouco tempo depois de iniciar as atividades como professor, o coordenador do projeto me pediu para criar uma apostila para ser usada como material didático durante o ano letivo. Como eu disse eu nunca havia estado “do lado de lá” de uma sala de aula e, portanto, não tinha quase nada pronto. Comecei então um estudo “do zero” de como poderia fazer esta apostila e, como sempre fui “apaixonado” por tipografia, de lá pra cá, tenho aprendido diversos recusrsos que me ajudaram muito e hoje publico materiais didáticos em um site/blog que criei junto com um amigo, e tem mais de 5000 acessos por mês: Curso Mentor.
Palestras
Outro exemplo vem da época de empresário junior. Depois que comecei a dar aulas em sala de aula, descobri minha vocação: transmitir conhecimento. Descoberto este amor, implementei na minha diretoria, na empresa, a idéia de cada setor se capacitar internamente em cursos dados pelos próprios colaboradores em uma espécie de workshop que poderíamos chamar de “mini-cursos internos”. A ideia não foi muito adiante dentro da empresa de imediato, mas pra mim foi uma experiência inestimável: além de aprender muito sobre programas de apresentação em slides como o MS PowerPoint™, nesta mesma época eu tive a oportunidade de ministrar duas palestras sobre assuntos diversos: reuniões produtivas e apresentações, e pude descobrir posteriormente que a idéia evoluiu e hoje é uma prática de grande importância na empresa.
O tempo passou, eu saí da empresa, mas o hábito e a experiência ficaram, hoje sou palestrante no Instituto de Múltiplas Inteligências e já fui convidado para ministrar algumas outras palestras, inclusive na mesma empresa junior de onde adquiri este hábito.
A vida é assim, “liga os pontos” quando menos esperamos, basta que continuemos fazendo aquilo que amamos com o maior apreço possível. Muitas oportunidades aparecem e várias vezes nem mesmo as identificamos porque não estamos prontos para percebê-las, mas quando estamos realmente preparados podemos aproveitar cada uma e, a partir disso, criar novas e melhores, fazer contatos profissionais importantes e gerar um círculo sem fim que envolve as atividades que você faz.
Steve Jobs fala, entre outras coisas, exatamente sobre isso em um discurso para os formandos na Universidade de Stanford em 2005, veja:
Parte 1:
Parte 2:
Se eu pudesse dar um único conselho pra alguém que inicia a vida profissional agora, seria: faça aquilo que ama. Durma uma hora a menos, mas faça; perca uma hora de sono, mas não perca a oportunidade de transformar o que você faria de graça em um negócio que vai mudar a sua vida e a de outra pessoas.
Para resumir gostaria de deixar uma frase que reflete este pensamento:
“Só há dois dias no mundo que não há nada que se possa fazer, um se chama ontem; o outro, amanhã”
Dalai Lama
Um abraço e até a próxima.
